segunda-feira, 4 de junho de 2012

A Escuridão








Sábado faltou energia na minha rua. Eu saí na varanda e fiquei observando o céu que estava magnífico!Lua claramente majestosa flutuando no céu e as estrelas cintilantes reluziam de modo espetacular.
Então me perguntei por um instante, onde estavam aquelas estrelas na noite anterior que eu não as tinha visto.
Fui notando que sem a luz artificial dos postes ficava bem mais fácil enxergar as estrelas menores, estrelas cadentes, etc.
Descobri a beleza da escuridão. Isso mesmo! Percebi que na escuridão temos a opção de ficar olhando pra baixo e não ver nada, ou levantarmos nossos olhos para o céu e descobrirmos a beleza antes escondida pelas artificialidades desta vida. Na escuridão podemos ver o que não conseguimos durante o dia.
É incrível como desenvolvemos – pois não é natural- a capacidade de criar artifícios para mascarar a na vida, os problemas e questionamentos. Vamos jogando sobre eles, luzes que só fazem escondê-los e ofuscam nossa visão, impedindo-nos de enxergar a melhor maneira de solucionar o problema ou a melhor maneira de vivê-lo, pois quem não sabe sofrer, sofre mais e pior, sofre em vão.
Não podemos cair na ilusão de viver uma vida artificial que nos distrai e nos distancia daquilo que é belo e essencial. Não devemos jogar as coisas pra debaixo do tapete como se elas se resolvessem por si só. O acumulo dessas coisas ao longo da vida, irão atrapalhar nossa caminhada, podendo até nos fazer tropeçar e cair.
Precisamos lembrar que somos os protagonistas da nossa história e que ela se constrói com as decisões que tomamos hoje.
Precisamos tirar os olhos das trevas e erguer os olhos para o céu, e assim descobrir que Deus está sempre conosco, basta olharmos na direção certa.


Fabrício Alves

segunda-feira, 28 de maio de 2012

“... mas descerá sobre vós o espírito santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas...” Atos 1,8.




Esta promessa de Jesus acontece entre dois acontecimentos especiais.
No primeiro deles, o Cristo Ressuscitado visita os seus amigos que ainda se encontram medrosos, trancados num lugar onde provavelmente servia de abrigo àqueles que decidiam juntar-se aos seguidores dos ensinamentos de Jesus.
Após a saudação hebraica שָׁלוֹם, em português shalom, sopra sobre eles (Jo 20,22), imitando o sopro da criação que deu vida ao homem (Gênesis 2,7), enchendo-os do Espírito que dá a vida, para curar de toda morte interior causada pelo luto sofrido pela morte do Mestre. Para expulsar as trevas da tristeza que poderia mirrar as forças necessárias para a missão.
Em seguida, antes de voltar à casa do Pai, Jesus torna a encontrar seus discípulos e promete enviar do Pai o Espírito Santo, para dar-lhes forças, a fim de que a mensagem do Evangelho fosse difundida em todo mundo, por isso, após dizer que o espírito desceria sobre eles, ordenou-lhes “... e sereis minhas testemunhas...”.
Chegando o dia de Pentecostes (Atos 2), a promessa se realiza finalmente.
O Espírito desce e confere aos discípulos um ardor diferente, uma força que impulsiona a buscar o alto e a proclamar a Boa Notícia. Pois foi colocada dentro deles uma chama, e como toda chama busca sempre o alto, a nossa alma vive a partir do batismo no Espírito Santo, uma busca incessante de Deus ainda que inconscientemente.
É o Espírito Santo que conduz o nosso coração pelos caminhos da retidão. É Ele quem inspira as ações diante das situações difíceis se O buscarmos.
No entanto, apesar de poder, esta Força não age sozinha, ou seja, depende da disposição daquele que a recebe em cultivar acesa esta chama.
A Força está dentro de nós, como um “chip” implantado, mas que só funciona se for ativado, e a ativação deste chip é a oração, a disposição consciente de querer experimentar este agir.
Basta querer, pedir e deixar-se conduzir, o mais Ele fará.
Oremos:
Espírito de Deus/ Enviai dos céus/ Um raio de luz/ Um raio de luz/
Vinde, Pai dos pobres/ Daí aos corações/ Vossos sete dons/ Vossos sete dons.
Consolo que acalma/ Hóspede da alma/ Doce alívio, vinde/ doce alívio vinde/
No labor descanso/ Na aflição remanso/ No calor aragem/ No calor aragem.
Enchei luz bendita/ Chama que crepita/ O íntimo de nós/ O íntimo de nós/
Sem a luz que acode/ Nada o homem pode/ Nenhum bem há nele/ Nenhum bem há nele.
Ao sujo lavai/ Ao seco regai/ Curai o doente/ Curai o doente/
Dobrai o que é duro/ Guiai no escuro/ O frio aquecei/ O frio aquecei.
Daí à vossa Igreja/ Que espera e deseja/ Vossos sete dons/ Vossos sete dons/
Daí em prêmio ao forte/ Uma santa morte/ Alegria eterna/ Alegria eterna.
Amém! Amém!
Fabrício Alves